A espacialidade da morte na cidade colonial Marechal Deodoro, Alagoas

Eixo Temático: 

 

A ESPACIALIDADE DA MORTE NA CIDADE COLONIAL MARECHAL DEODORO, ALAGOAS

Eixo Temático: Território Resumo

O artigo aqui apresentado pretende discutir como práticas e rituais funerários,

desenvolvidos em igrejas, capelas e conventos, repercutiram na configuração urbana da cidade de Marechal Deodoro, Alagoas, no período compreendido entre os séculos XVII e XIX. A partir de uma perspectiva ainda pouco explorada, os espaços sacros serão destacados na sua imprescindível condição de abrigos de fenômenos de natureza religiosa e cultural ligados à Morte e, portanto, indispensáveis no universo colonial, onde a vida do cristão girava em torno da possibilidade da “boa morte”. Avalia-se a significativa contribuição destas edificações e práticas funerárias na construção do espaço, através da criação de espacialidades que ajudaram a montar a feição atual do sítio histórico. Tal discussão contribuirá para os estudos acerca da formação da paisagem urbana e arquitetônica da cidade colonial, ressaltando seus pactos com fenômenos de natureza cultural, particularmente no que se refere às práticas de enterramentos em solos sagrados.

Palavras-chave: morte, sepultamentos, igreja, urbanismo, arquitetura

Abstract

The Article presented here aims to discuss how funerary rituals and practices, developed in churches, chapels and convents, reflected in urban configuration of the town of Marechal Deodoro, Alagoas, in the period between the 17th and 19th centuries. From a perspective still few explored, sacred spaces will be highlighted in its indispensable condition of shelters of phenomena of a religious nature and cultural linked to Death and, therefore, indispensable in colonial universe, where the life of the Christian revolved around the possibility of the “good death”. It Evaluates the significant contribution of these buildings and funerary practices in the construction of space, through the creation of spatiality that helped to assemble the current appearance of the historic site. Such discussion will contribute to the studies about the formation of the urban landscape and architectural design of the colonial city, emphasizing their pacts with phenomena of a cultural nature, particularly as regards the practice of burials in sacred soils.

Keywords: death, burials, church, urbanism, architecture

A sociedade colonial e a morte

As práticas funerárias desenvolvidas nos primeiros séculos da colonização brasileira reverberavam diretamente na constituição das povoações, provocando e influenciando seu perfil físico através da configuração de uma malha urbana onde os espaços de enterramento eram privilegiados e para os quais a sociedade se organizava a fim de promover sua implantação e manutenção.

Isso coloca a Morte numa condição de protagonismo em relação à construção da urbe colonial brasileira, pois o lugar dos mortos era tão importante e essencial quanto o lugar

dos vivos. Isso como consequência de um modelo social onde, de modo geral, as pessoas tinham sua vida determinada pela cultura católica.

Tradições religiosas seculares transplantadas de Portugal para o Brasil Colônia, outorgaram à Morte um papel preponderante no universo colonial, constituindo-se em poderosos agente que ocupava o cotidiano das pessoas, fortalecido por uma fé centrada em uma visão escatológica de mundo.

Os edifícios religiosos ocupavam privilegiado papel nesse cenário, aparentemente conflitante, como locais que abrigavam processos que ressaltavam a vida e a morte. Nesse contato frequente, onde uma ritualística variada era realizada, o pecador tentava garantir, ou evitar, os únicos destinos reconhecidos pela cultura vigente: o céu, o purgatório e o inferno. E aos que fizessem por merecer, as recompensas eram maravilhosas.

Lá no Céu haverá saúde sem doença, formosura sem fealdade, imortalidade sem corrupção, abundância sem miséria, sossego e paz sem turbação, segurança sem temor, conhecimento sem erro, fartura sem fastio, alegria sem tristeza; não haverá inquietações, nem turbações; tudo finalmente será paz, alegria e felicidade, e glória! (COUTO, 1868, Apud NOBRE, 2011:113).

Para garantir a salvação da alma, a população, em todos os seus estratos (negros, pardos, brancos ricos e pobres), congregava esforços para multiplicar igrejas e capelas, assegurando assim as cerimônias religiosas, a presença permanente dos sacerdotes e, consequentemente, a administração diária dos sacramentos. Diretamente ligado aos espaços religiosos, aos sacerdotes e aos sacramentos, estava um aspecto essencial da cultura da época: o enterramento cristão.

A tradição do sepultamento no mesmo local onde havia intensa frequência dos vivos era normatizada e estimulada pela legislação canônica contida no livro Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia. Embalado pelo discurso do Concílio de Trento (1545 a 1563), o importante documento publicado em 1719, estabeleceu posturas, códigos e ordenações para católicos e espaços religiosos.

É costume pio, antigo, e louvável na Igreja Catholica, enterrarem-se os corpos dos fieis Christãos defuntos nas igrejas e cemitérios dellas: porque como são lugares, a que todos os fieis concorrem para ouvir, e assistir ás Missas e officios divinos, e Orações, tendo á vista as sepulturas, se lembrarão de encommendar a Deos nosso Senhor as almas dos ditos defuntos, especialmente dos seus, para que mais cedo sejão livres das penas do Purgatório, e se não esquecerão da morte, antes lhes será aos vivos mui proveitoso ter memória della nas sepulturas. Por tanto ordenamos, e mandamos, que todos os fieis que neste nosso arcebispado fallecerem, sejão enterrados nas Igrejas, ou Cemiterios, e não em lugares não sagrados (…). (VIDE, 2007:295).

Nesta perspectiva, as edificações religiosas desempenharam destacado papel. Considerando que a legislação canônica restringia os enterramentos aos recintos sagrados, presume-se que a possibilidade de oferta do “campo santo” para os

enterramentos constituiu-se em forte motivação para a construção de igrejas, capelas, mosteiros e conventos.

O campo santo das igrejas de marechal deodoro

No contexto econômico da parte sul da Capitania de Pernambuco, hoje Estado de Alagoas, Marechal Deodoro emerge como uma povoação promissora devido à privilegiada posição geográfica, às margens da Lagoa Manguaba e próxima ao Oceano Atlântico, o que lhe permitiu dinamizar a economia através de produtivos engenhos de açúcar. Inserida na política portuguesa de apropriação e exploração das terras férteis ao longo de cursos de água, foi elevada à categoria de vila em 1636, devido à sua participação na luta contra os holandeses, na chamada “guerra do açúcar.”1

Logo que o núcleo urbano se insinua na paisagem, um elemento se destaca em meio ao casario e arruado ainda em formação, anunciando uma identidade que se perpetuaria no tempo: a religiosidade materializada nas igrejas.

Uma gravura contida na obra do holandês Barleus (Pagus Alagoae Australis), datada de 1647, mostra edificações no mesmo local onde hoje estão localizadas a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição (esquerda) e, no outro extremo, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos (direita), indicando a possibilidade da existência de embriões dos edifícios atuais desde a época dos primórdios da vila (ver Fig. 1).

Figura 1. Pagus Alagoa ed Australis

Em uma área relativamente pequena do centro da cidade, vão se concentrando, a partir da meados do século XVII, edifícios religiosos articulados entre si através de ruas e largos, gerando uma ambiência urbana fortemente marcada pela sacralidade.2 (ver Fig. 2).

1 A presença holandesa manteve-se na Capitania de Pernambuco no período de 1630 a 1649. Na antiga Santa Maria Madalena (atual município de Marechal Deodoro), a invasão resultou na destruição de grandes parcelas de terras plantadas com cana-de-açúcar, várias casas e a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.

2 A Profª Drª Josemary Ferrare (2006) usa a expressão “polígono sacro” para caracterizar a articulação

espacial e simbólica existente entre as igrejas do sítio histórico de Marechal Deodoro.

Igreja Matriz Convento Carmelita

Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Igreja de Nossa Senhora do Amparo

Rua dos Mortos

Convento Franciscano

Figura 2 . Vista aérea da cidade com localização das igrejas antigas no sítio histórico.

Por diversos motivos os edifícios religiosos interferiram significativamente na configuração espacial da antiga vila: aspecto arquitetônico, devido a expressões de monumentalidade em meio a um casario de feição singela; inserção urbana, ao se constituírem, desde seus primórdios, pontos de interesse, para onde eram atraídas e convergiam ruas e, finalmente, relevância social, já que eram, por excelência, locais que aglutinavam a sociedade cristã ao acolher as atividades mais marcantes da época: as cerimônias religiosas. (ver Fig. 3, 4, 5, 6 e 7).

Figuras 3, 4 e 5 . Igrejas Matriz, de N. Srª. do Rosário e de N. Srª. do Amparo

Figuras 6 e 7 . Convento Franciscano e Convento Carmelita

Uma das forças que agiam mais poderosamente sobre a capacidade de coesão social nos núcleos coloniais, era o investimento na construção dos locais para a realização das atividades religiosas, notadamente os enterramentos. Em Marechal Deodoro a experiência não foi diferente. A dinâmica urbana evocava espaços para a população funerária, a qual, assim como em vida, também na morte estava estratificada social e economicamente.

Em 1660, o lugar ainda era carente de igrejas. Sua velha matriz de Nossa Senhora da Conceição fora incendiada pelos holandeses, em 1633, e demorava a ser reconstruída. Apenas em 1675 se inicia a obra que, por falta de recursos, se estende por dez anos.

Em 1657, a população envia à Ordem dos Frades Menores solicitação de construção de um convento franciscano na vila, alegando necessidade de assistência espiritual. A construção começa em 1660 e é concluída em 1793.

As demais igrejas mais antigas do lugar são iniciadas no século XVIII. Embora a iconografia holandesa pareça indicar a presença da Igreja de Nossa Senhora do Rosário desde a primeira metade do século XVII (ver Fig. 1), as referências encontradas na historiografia acessada registram sua existência a partir de 1777. É possível que o apresentado na gravura seja o embrião da igreja, a capelinha inicial que, posteriormente, dá origem à edificação maior como a conhecemos hoje.

Quanto à Igreja de Nossa Senhora do Amparo, teve sua pedra fundamental lançada em 1757, sendo responsável pela construção a Confraria de Nossa Senhora do Amparo dos Homens Pardos.

Em 1715, já adiantada a casa franciscana, os moradores solicitam à Ordem Carmelita a construção de um convento dos seus e o envio de frades sob a alegação de que seus serviços eram indispensáveis a uma vila que contava com quatro freguesias e vinte e três engenhos de açúcar, indicando carência de assistência espiritual. (Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, 1879:27).

Portanto, a construção das três igrejas e dois conventos em um espaço físico restrito, pode ter sido motivada por essa necessidade de provimento de locais para os enterros. O arranjo arquitetônico do núcleo urbano precisava ser pensado, também, em atendimento ao pressuposto que estava na base do próprio modo de viver e ver o mundo na época. Isso era imprescindível para que a ordem social fosse garantida, através da manutenção de práticas seculares indispensáveis à cristandade colonial.

Entre os vários territórios abrigados no ambiente citadino, o lugar dos mortos era prioridade, constituindo-se em um reflexo das estruturas antropológicas locais.3 Nesse sentido, é razoável deduzir que as capelas, igrejas e convento tiveram sua paisagem interna mobilizada para os enterramentos desde sua origem e que a análise dessa utilização, que se manteve por cerca de 200 anos, permite um outro nível de leitura e

3 ROSENDAHL (1999:74-75) associa a forma arquitetônica aos valores e crenças impressos pelas pessoas, ou seja, “a fala e o ritual imprimem formas à paisagem”.

compreensão da história da cidade, já que práticas funerárias repercutiam no conjunto de fenômenos que atuavam diretamente na organização física da urbe.

Solidificada no recinto das igrejas, a cultura da Morte transborda para o espaço público, se intrometendo em ruas e largos, inclusive, definindo caminhos e influenciando a nomenclatura de logradouros.

A rua que se alonga longitudinalmente na parte baixa da vila, margeando a lagoa, e seguindo na direção do convento franciscano foi, durante muito tempo, chamada Rua dos Mortos4 (ver Fig. 2). Possivelmente, o nome estava associado a uma prática local recorrente, caracterizada pelos trajetos fúnebres dirigidos ao edifício conventual. A denominação vincula o espaço público a um uso que deve ter sido frequente e sinaliza para uma relação de apropriação social, de modo a atrelar o próprio espaço/rua à função/cortejo fúnerário. Nestor Goulart Reis (2000:133) confirma que, nas localidades mais antigas do período colonial, as ruas não tinham importância por si sós, nada mais sendo que “meio de ligação, vias ou linhas de percurso, ligando os domicílios aos pontos de interesse coletivo (…).”

Figura 8 . Cena contemporânea de um cortejo fúnebre percorrendo as ruas da cidade.

Na mesma intensidade com que demandava os espaços da urbe, a Morte fortalecia seu lugar dentro do ambiente interno das edificações religiosas. Em cada uma delas a disposição e ocupação das sepulturas era uma preocupação que, por vezes, antecedia no tempo e no espaço a própria arquitetura.

O cronista setecentista Frei Jaboatão relata que, imediatamente após a chegada dos frades franciscanos, e antes mesmo do convento ser construído, pessoas abastadas do lugar ofereceram os recursos financeiros necessários para a construção de altares e retábulos de modo a garantir a localização privilegiada das suas sepulturas. Em 1660, uma família faz a doação de diversos bens para custear a construção do retábulo

colateral ao arco-cruzeiro da igreja conventual e, assim, definir onde seria enterrado.5

4 Pesquisas realizadas em arquivos da Superintendência do Iphan em Alagoas mostraram que nas plantas mais antigas localizando o convento franciscano no sítio histórico, a rua hoje denominada Marechal Deodoro era chamada de Rua dos Mortos. A informação é confirmada no livro de memórias Currupio que cita e localiza a Rua dos Mortos. Cf. BITTENCOURT: 1992:42.

5 Em toda a colônia, o sepultamento em locais privilegiados da igreja era objeto de disputa. Os mais

destacados, segundo a crença da época, eram aqueles localizados na capela-mor e próximos aos retábulos, altares e pias de água benta.

Nelle tem sepultura Ignácio Vieyra e sua mulher Mecia Barboza, e seos herdeiros, por escriptura de 27 de dezembro de 1660, tendo ornado o altar de todo o necessário, e assignado renda para o diante no rendimento de meia legoa de terra, oitenta vacas parideiras, e hum Escravo, o que depois se comutou em 25 arrobas de açúcar no Engenho, que levantarão na ditta terra os proprietários. (JABOATÃO, 1980:608).

A mesma situação se repete em 1709 quando dois irmãos financiam a construção da capela localizada perpendicularmente à nave da igreja “para nella se enterrarem, e seos Ascendentes, e Descendentes”. Para a execução da capela, com teto abobadado, e retábulo em madeira dourada e policromada, contribuíram com a soma de “mil cruzados a juro, para ornato, e paramentos da ditta Capella.” (JABOATÃO, 1980:609). No local, foi construída uma cripta funerária subterrânea que abriga três catacumbas, as quais se mantém até hoje. Os documentos acessados não referenciam os demais benfeitores, mas a memória deles se perpetua nas oitenta e oito sepulturas distribuídas na nave da igreja e no claustro do convento. (ver Fig. 8, 9 e 10).

Figuras 9, 10 e 11 . Claustro e nave da igreja do Convento Franciscano com sepulturas demarcadas no piso.

A ordenação social que predominava entre os vivos se repetia no pós morte. Não bastava ser cristão. Era preciso ter condições financeiras de manter os rituais funerários e o sepultamento digno. A sociedade funcionava com categorias muito bem definidas e isto se refletia também na distribuição das campas nos pisos sagrados.

A criação da Confraria de Nossa Senhora do Amparo, sociedade de enterro mútuo fundada em Marechal Deodoro, em1683 pelos “homens pardos forros”, ilustra bem esse panorama cultural. A associação religiosa leiga surgiu, justamente, pela necessidade de promover, adequadamente, os enterramentos dos menos favorecidos.

A mãi cujo filhinho apodrecêra á espera da sepultura esmolada, o filho que na via dolorosa não encontrara respeito ás murchas cans de seu progenitor, a esposa que vira em abandono seu amor fanado, por esquife a lage, por cyrios os instrumentos do coveiro, todas essas affeições se ergueram procurando na confraternidade consolo ás suas magoas. (CABRAL, 1879:6).

Logo após a fundação da confraria, as primeiras esmolas arrecadadas foram dedicadas à construção de um túmulo na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, destinado aos pardos associados que, por não ter, ainda, capela própria, ali se reuniam

provisoriamente. (CABRAL, 1879:4). O mesmo impulso parece ter motivado a construção da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, fruto de iniciativa de uma irmandade leiga, tradicionalmente formada por negros. Nela, o enterramento cristão era garantido a pessoas cujo acesso às igrejas era restringido pelas normas que regiam a sociedade escravocrata.6

Conforma-se assim, uma paisagem urbana dominada por pontos de convergência representados por edificações religiosas que marcam e qualificam a cidade, ao atender a práticas tradicionais dos seus moradores, em relação à vida e, de modo especial, à morte.

Considerações finais

São intrigantes as relações existentes entre cultura, urbanismo e arquitetura, e este artigo procurou enfatizar como tais elementos, associados, determinaram a personalidade do espaço urbano de Marechal Deodoro.

Enfatizou-se aqui a perspectiva do protagonismo da Morte, e rituais a ela associados (cortejos, cerimônias, sepultamentos), em processos sociais que influenciaram fortemente na organização e apropriações que se fez do espaço, através das intervenções de uma sociedade que tinha na expectativa da salvação da alma uma de suas dinâmicas mais importantes.

Por causa dela, se construiu os edifícios e caminhos mais significativos da cidade, configurando um desenho que se mantém até hoje e que, certamente, contribui para a preservação de parte das tradições do seu passado colonial, no que diz respeito à religiosidade.

Referências bibliográficas

BITENCOURT, Ednon. Currupio — Memórias 2 “Ridendo Castigare Mores”. Maceió: SERGASA, 1992.

BOSCHI, Caio César. Os leigos e o poder (irmandades leigas e a política colonizadora em Minas Gerais). São Paulo: Editora Ática, 1986.

CABRAL, João Francisco Dias. *“Pesquisa rápida a’cerca da fundação de alguns templos da villa de Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul, agora cidade das Alagoas*

- 1874”. In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, nº 11, vol. II, Maceió: Typographia de T. Menezes, 1879, p. 1-11.

Carta da camara das Alagoas ao governador de Pernambuco Manoel de Souza Tavares, prestando informações exigidas acerca dos carmelitas, 1718. In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, nº 11, vol. II, Maceió: Typographia de T. Menezes, 1879, pp. 27-28.

FERRARE, Josemary. A cidade Marechal Deodoro: do projeto colonizador português à imagem do “lugar colonial”. Porto: Faculdade de Arquitetura da universidade do Porto, 2006. (Tese de Doutorado).

JABOATÃO OFM, Frei Antonio de Santa Maria. Novo Orbe Seráfico Brasílico ou Chronica dos Frades Menores da Província do Brasil, vls. I, II e III, Recife: Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco, 1980 (fac-simile da Ed. de 1859- 1861-1862).

NOBRE, Edianne S. e ALEXANDRE, Jucieldo F. A Missão Abreviada: práticas e lugares do bem-morrer na literatura espiritual portuguesa da segunda metade do século XIX. In: Revista Brasileira de História das Religiões. ANPUH, Ano IV, nº 10,

6 “Não havia enterro sem o hábito de Irmão”. (LOPES, 1968 apud BOSCH, 1986:150). O autor afirma a importância do papel das irmandades leigas, como agentes de promoção, coesão e proteção, especialmente dos grupos socialmente marginalizados, tornando-se indispensável na vida e na morte.

maio 2011, pp. 97-115. Disponível em: http://www.dhi.uem.br/gtreligiao/index.html, acessado em maio de 2012.

REIS, Nestor Goulart. Contribuição ao estudo da evolução urbana do Brasil — 1500/1720. São Paulo: Pini, 2000.

ROSENDAHL, Zeny. Hierópolis: o sagrado e o urbano. Rio de Janeiro: Eduerj, 1999. VERÍSSIMO, Francisco S. et al. Vida urbana: a evolução do cotidiano da cidade brasileira. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001.

VIDE, Sebastião Monteiro da. Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia, feitas e ordenadas pelo ilustríssimo e reverendíssimo D. Sebastião Monteiro da Vide. Brasília: Senado Federal/ Conselho Editorial, 2007.

Como Citar

Ana Cláudia Vasconcellos Magalhães . A espacialidade da morte na cidade colonial Marechal Deodoro, Alagoas. In: PEIXOTO, Elane Ribeiro; DERNTL, Maria Fernanda; PALAZZO, Pedro Paulo; TREVISAN, Ricardo (Orgs.) Tempos e escalas da cidade e do urbanismo: Anais do XIII Seminário de História da Cidade e do Urbanismo. Brasília, DF: Universidade Brasília- Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, 2014 . Disponível em: http://www.shcu2014.com.br/content/espacialidade-da-morte-na-cidade-colonial-marechal-deodoro-alagoas